Sabe o que você faz com seus sentimentos mais nobres?
Enfia eles no cu.
Não é de grande valia tê-los hoje em dia.
31 de out. de 2008
17 de out. de 2008
Contos de Alyce - Capítulo 4
Ele havia dito que eu era a vida dele. Um elo.
- Se você sorri, faz sentido.
Eu sorri. Era verdade.
Ninguém nunca entendeu que eu fugia para lá pra me sentir em essência e ser amada de verdade.
Algo superior demais para qualquer um entender.
- Lembro da dor que foi não te ver lá.
- Eu me vingo na hora certa, você sabe.
Algumas risadas...
Eu olho para ele deitada na cama.
Alice no País das Maravilhas. Só pra não perder o costume.
Cada um tem sua válvula de escape e nós dois temos a nossa.
- Vem ver este vídeo!
Ele me chama pelo nome. Aquele que só ele hoje em dia tem o direito de chamar.
Nem peço o contrário. Lembro que ele abriu a porta com algo do tipo "Entre, dona ALYCE". Fez questão de encher a boca pra me chamar de Alyce.
Pulei nos braços dele e pedi:
- Não me chame assim, você não.
Volto desse flash rápido que me faz entender que ele é meu porto seguro. Meu chão.
Com ele eu me importo.
Você já amou alguém assim?
É calmo, sereno. Uma sensação inexplicável.
...
Não consigo prestar atenção no vídeo.
Ele dá risada.
- Acelerada demais, né?
Balanço a cabeça afirmativamente e peço pra ele deitar ao meu lado.
...
- Diz que me ama?
Ele continua quieto. Olhar que diz tudo.
- Seu cheiro fica aqui por dias...
- Lembra quando você me emprestava seu moleton, pra eu dormir abraçada?
- Você e sua mania insana com cheiros...
Ele beija minha testa. Diz que meus valores são nobres demais.
Bonitos mesmo. Que se orgulha de mim e que sabia que não daria certo desde o começo.
Que eu nunca aguentaria viver amando por dois.
Que sofria em me ver daquele jeito.
- Não some...
Nem tinha acabado o efeito.
- Se acalma, eu ainda estou aqui.
- Você some por tanto tempo que tenho receio de um dia você ir e nunca mais voltar.
Percebi que ele nunca veio até mim. Acho eu que veio apenas uma vez. Tava doidão.
Disse que do nada precisava me ver.
Eu não estava. Voltou pra casa e se acabou mais.
- NÃO SOME.
Ele falou me segurando pelo braço.
- EU PROMETO.
- Você não cumpre suas promessas babacas. Você é péssima com promessas.
- Não prometi regularidade.
- DROGA!
- O que??? ACABOU?
Ele me olha com reprovação.
Eu dou risada. Ele não se aguenta e ri junto comigo.
Cumplicidade, confiança, lealdade...
Um dos poucos que ri de mim sem ofensas.
Ele é puro.
Feito um...
NADA É PURO.
Mas ele é. Ainda.
Cheiro de pipoca.
Filmes e verdades.
Porque mentiras ali não entram.
...
A mesma música.
- Quantas vezes já tocou?
Ele olha no relógio.
- 3 horas initerruptas!
Eu dou risada.
Deitamos na cama cansados demais pra mudar a trilha sonora. Aquela que ainda faz sentido.
- Se você sorri, faz sentido.
Eu sorri. Era verdade.
Ninguém nunca entendeu que eu fugia para lá pra me sentir em essência e ser amada de verdade.
Algo superior demais para qualquer um entender.
- Lembro da dor que foi não te ver lá.
- Eu me vingo na hora certa, você sabe.
Algumas risadas...
Eu olho para ele deitada na cama.
Alice no País das Maravilhas. Só pra não perder o costume.
Cada um tem sua válvula de escape e nós dois temos a nossa.
- Vem ver este vídeo!
Ele me chama pelo nome. Aquele que só ele hoje em dia tem o direito de chamar.
Nem peço o contrário. Lembro que ele abriu a porta com algo do tipo "Entre, dona ALYCE". Fez questão de encher a boca pra me chamar de Alyce.
Pulei nos braços dele e pedi:
- Não me chame assim, você não.
Volto desse flash rápido que me faz entender que ele é meu porto seguro. Meu chão.
Com ele eu me importo.
Você já amou alguém assim?
É calmo, sereno. Uma sensação inexplicável.
...
Não consigo prestar atenção no vídeo.
Ele dá risada.
- Acelerada demais, né?
Balanço a cabeça afirmativamente e peço pra ele deitar ao meu lado.
...
- Diz que me ama?
Ele continua quieto. Olhar que diz tudo.
- Seu cheiro fica aqui por dias...
- Lembra quando você me emprestava seu moleton, pra eu dormir abraçada?
- Você e sua mania insana com cheiros...
Ele beija minha testa. Diz que meus valores são nobres demais.
Bonitos mesmo. Que se orgulha de mim e que sabia que não daria certo desde o começo.
Que eu nunca aguentaria viver amando por dois.
Que sofria em me ver daquele jeito.
- Não some...
Nem tinha acabado o efeito.
- Se acalma, eu ainda estou aqui.
- Você some por tanto tempo que tenho receio de um dia você ir e nunca mais voltar.
Percebi que ele nunca veio até mim. Acho eu que veio apenas uma vez. Tava doidão.
Disse que do nada precisava me ver.
Eu não estava. Voltou pra casa e se acabou mais.
- NÃO SOME.
Ele falou me segurando pelo braço.
- EU PROMETO.
- Você não cumpre suas promessas babacas. Você é péssima com promessas.
- Não prometi regularidade.
- DROGA!
- O que??? ACABOU?
Ele me olha com reprovação.
Eu dou risada. Ele não se aguenta e ri junto comigo.
Cumplicidade, confiança, lealdade...
Um dos poucos que ri de mim sem ofensas.
Ele é puro.
Feito um...
NADA É PURO.
Mas ele é. Ainda.
Cheiro de pipoca.
Filmes e verdades.
Porque mentiras ali não entram.
...
A mesma música.
- Quantas vezes já tocou?
Ele olha no relógio.
- 3 horas initerruptas!
Eu dou risada.
Deitamos na cama cansados demais pra mudar a trilha sonora. Aquela que ainda faz sentido.
Contos de Alyce - Capítulo 3
Eu passei muito tempo querendo que as pessoas se enquadrassem nos meus padrões.
Gostassem das mesmas coisas que eu e por aí vai.
Desisti quando percebi que todo esforço do mundo era ridículo. É...Não mudam.
Se a pessoa que você ama, curte pagode, lê Contigo e passa horas olhando vitrines de shopping dificilmente ela dará o mesmo valor que você dá naquele circuito de filmes iranianos que acabou de estrear no cinema alternativo ao lado da tua casa.
A pessoa é aquilo que você vê e ponto.
Fora algumas mudanças que vem com o passar dos anos, ela dificilmente mudará assim drasticamnte, permanecerá praticamente da mesma forma.
...
Lembro que ele me confidenciou numa madrugada chuvosa, na mesa de uma balada em que eu provavelmente nunca voltaria sozinha que se apaixonou por mim quando lhe confidenciei um dos meus livros favoritos.
Foi uma afirmação que deixou meu coração cheio de alegria.
Sempre tento adicionar algumas coisas específicas na vida de pessoas que realmente fazem sentido pra mim, mas nem sempre a tentativa dá certo.
E é aí que entra minha teoria que ninguém vai mudar só porque você quer.
Gostar do que você gosta e afins.
Ninguém vai dar o mesmo valor que você em determinada coisa.
Se acontecer acredite, é pura (e porque não dizer, deliciosa) coincidência.
Apenas isso!
Compartilhe suas experiências, discos, livros favoritos com as pessoas que são importantes pra você, porém não ache que aquela música que você A-D-O-R-A fará sentido pra elas.
Divida tudo o que tens, mas não tente enfiar pela goela dos outros o que você julga importante.
O que serve pra ti, provavelmente não servirá pra mim e por aí vai.
...
Aliás, eu fico aqui olhando durante a madrugada todos os pontinhos luminosos nos apartamentos.
Maldita cidade que não dorme.
Penso que São Paulo seja a verdadeira "Sin City". Onde todos se encontram e ninguém saí vivo.
Penso no que está acontecendo em cada janelinha e são tantos pontinhos que me fizeram ficar acordada em devaneios até o dia amanhecer.
Não que eu me importe com o que aconteça em cada lugar que fico olhando. Gosto só de imaginar, criar histórias, soluções pra depois descartar feito papel higiênico.
Afinal, não me importo com desconhecidos.
Triste, não é?
Mas vou te contar uma coisa.
NINGUÉM SE IMPORTA.
...
Lá embaixo estava mais quente que aqui.
01h43 am.
Se fosse minha mãe diria que não era hora de voltar pra casa no meio da semana.
Talvez ela nem me deixasse sair aquela hora.
Todos os bares abertos.
Tendencioso demais.
Mas beber sozinha é chato.
A floricultura aberta.
O senhorzinho da loja de rosas me pergunta o que faço aquela hora ali na rua e ainda mais vestida daquele jeito.
Devia ser minha mãe e eu que não vi direito.
...
Já saiu de pijama no meio da rua de madrugada?
É engraçado.
Ninguém presta atenção.
Te confundem com prostitutas, mendigos e sacos de lixo.
Tanto faz.
Você é só mais uma ali.
Tanto faz.
E é por isso que amo esse lugar.
Gosto de passar despercebida quando o que fala por mim são as dores de se sentir perdida sem saber o que fazer.
É no caos que tudo se encontra. Você se prende a detalhes.
"O silêncio te faz pensar merda"; ele disse isso antes de ignorar algum assunto meu.
Papo chato, sabe?
...
Padaria 24 horas, bar 24 horas, puteiro 24 horas, posto 24 horas.
Maldição que ninguém dorme.
Os problemas também são 24 horas. Te dão uma trégua na hora em que você vai dormir, mas é só abrir os olhos que eles voltam a te cutucar.
Afinal, ninguém dorme.
Principalmente os problemas.
...
As árvores vistas daqui de cima ridiculamente parecem brócolis.
Dizem que faz bem pra gente.
As árvores e o brócolis.
Mas ultimamente não ando pensando muito nisso.
No que faz bem ou não.
Pra alguém perdida de referências, qualquer coisa serve.
As árvores, o brócolis, as esquinas....
Tanto faz.
Faz bem pra gente mesmo...
Gostassem das mesmas coisas que eu e por aí vai.
Desisti quando percebi que todo esforço do mundo era ridículo. É...Não mudam.
Se a pessoa que você ama, curte pagode, lê Contigo e passa horas olhando vitrines de shopping dificilmente ela dará o mesmo valor que você dá naquele circuito de filmes iranianos que acabou de estrear no cinema alternativo ao lado da tua casa.
A pessoa é aquilo que você vê e ponto.
Fora algumas mudanças que vem com o passar dos anos, ela dificilmente mudará assim drasticamnte, permanecerá praticamente da mesma forma.
...
Lembro que ele me confidenciou numa madrugada chuvosa, na mesa de uma balada em que eu provavelmente nunca voltaria sozinha que se apaixonou por mim quando lhe confidenciei um dos meus livros favoritos.
Foi uma afirmação que deixou meu coração cheio de alegria.
Sempre tento adicionar algumas coisas específicas na vida de pessoas que realmente fazem sentido pra mim, mas nem sempre a tentativa dá certo.
E é aí que entra minha teoria que ninguém vai mudar só porque você quer.
Gostar do que você gosta e afins.
Ninguém vai dar o mesmo valor que você em determinada coisa.
Se acontecer acredite, é pura (e porque não dizer, deliciosa) coincidência.
Apenas isso!
Compartilhe suas experiências, discos, livros favoritos com as pessoas que são importantes pra você, porém não ache que aquela música que você A-D-O-R-A fará sentido pra elas.
Divida tudo o que tens, mas não tente enfiar pela goela dos outros o que você julga importante.
O que serve pra ti, provavelmente não servirá pra mim e por aí vai.
...
Aliás, eu fico aqui olhando durante a madrugada todos os pontinhos luminosos nos apartamentos.
Maldita cidade que não dorme.
Penso que São Paulo seja a verdadeira "Sin City". Onde todos se encontram e ninguém saí vivo.
Penso no que está acontecendo em cada janelinha e são tantos pontinhos que me fizeram ficar acordada em devaneios até o dia amanhecer.
Não que eu me importe com o que aconteça em cada lugar que fico olhando. Gosto só de imaginar, criar histórias, soluções pra depois descartar feito papel higiênico.
Afinal, não me importo com desconhecidos.
Triste, não é?
Mas vou te contar uma coisa.
NINGUÉM SE IMPORTA.
...
Lá embaixo estava mais quente que aqui.
01h43 am.
Se fosse minha mãe diria que não era hora de voltar pra casa no meio da semana.
Talvez ela nem me deixasse sair aquela hora.
Todos os bares abertos.
Tendencioso demais.
Mas beber sozinha é chato.
A floricultura aberta.
O senhorzinho da loja de rosas me pergunta o que faço aquela hora ali na rua e ainda mais vestida daquele jeito.
Devia ser minha mãe e eu que não vi direito.
...
Já saiu de pijama no meio da rua de madrugada?
É engraçado.
Ninguém presta atenção.
Te confundem com prostitutas, mendigos e sacos de lixo.
Tanto faz.
Você é só mais uma ali.
Tanto faz.
E é por isso que amo esse lugar.
Gosto de passar despercebida quando o que fala por mim são as dores de se sentir perdida sem saber o que fazer.
É no caos que tudo se encontra. Você se prende a detalhes.
"O silêncio te faz pensar merda"; ele disse isso antes de ignorar algum assunto meu.
Papo chato, sabe?
...
Padaria 24 horas, bar 24 horas, puteiro 24 horas, posto 24 horas.
Maldição que ninguém dorme.
Os problemas também são 24 horas. Te dão uma trégua na hora em que você vai dormir, mas é só abrir os olhos que eles voltam a te cutucar.
Afinal, ninguém dorme.
Principalmente os problemas.
...
As árvores vistas daqui de cima ridiculamente parecem brócolis.
Dizem que faz bem pra gente.
As árvores e o brócolis.
Mas ultimamente não ando pensando muito nisso.
No que faz bem ou não.
Pra alguém perdida de referências, qualquer coisa serve.
As árvores, o brócolis, as esquinas....
Tanto faz.
Faz bem pra gente mesmo...
7 de out. de 2008
Contos de Alyce - Capítulo 2
Ainda não entendi a necessidade das pessoas de darem um nome para qualquer tipo de relacionamento que se tenham na vida.
É uma coisa chata e profundamente desnecessária. Só que parece que por mais avançada que sejam as técnologias, há uma necessidade intensa de se voltar ao passado.
Retrógrado demais.
Denominar o momento com um novo "status do orkut".
Amigo, ficante, namorado, marido...
Tantos nomes que me deixam com a cabeça atordoada!
Ninguém entende a moral da história, porém é mais simples do que se imagina.
Afinal, o que se faz com um amigo não faríamos se ele fosse namorado e se for marido então, nem se fale!
A coisa fica mais séria!
Sempre achei que sentimentos por si só, já eram sérios demais e por isso bastavam.
Mas não, inventaram os rótulos.
E rótulos?
Rótulos são para geléias!
De nada adianta um "posto"na vida de alguém se o sentimento que predominar não seja satisfatório para ambos.
É como as ligações initerruptas e sem sentido, as mensagens ao longo do dia dando satisfação de cada suspiro.
Perde-se tempo demais caracterizando algo ao invés de realmente vivê-lo. É como se nesse meio perdessemos partículas minúsculas de algo realmente importante.
Lembrando que somos feitos de partículas pequeninas e que no contexto final forma tudo o que somos.
Portanto, julgo esses pequenos fragmentos de história talvez os mais importantes.
Aqueles que realmente carregam o DNA das pessoas.
Uma conhecida minha sempre que chegava com um cara novo dizia:
"Eu e fulano nos gostamos muito" e isso significava que as coisas entre eles estavam ficando sérias.
Ora com outro ela falava: "Ah, estamos nos curtindo!".
Sem compromisso.
Todo mundo sacava na hora e não haviam mais perguntas de quando, como ou onde.
Paravam por aí.
E eu achava bacana o modo dela viver a vida.
Simples. Sem floreios. A coisa nua e crua mesmo.
Acho até mais fácil de digerir, mas como diria o ditado, pra que facilitar se podemos complicar as coisas, não é mesmo?
Quando eu pensava em algo que eu realmente queria, imaginava essa coisa livre.
É como o conhecimento, sabe?
Se não estiver livre, com asas, se não perambular por todos os cantos nunca será seu realmente.
Algo que fica guardado como propriedade logo perde a graça e consecutivamente o valor.
Por isso, cheguei a conclusão que para algo ser nosso, antes de mais nada ele precisa ser livre.
As vezes me perguntam se eu não deveria já dar um nome a tudo isso...
E eu acho que não há necessidade...
...
O sorriso apesar de parecer sempre o mesmo para todos, para mim sempre transmite algo que vai além do que todo mundo pode ver.
Abraços sinceros e o cheiro gostoso que fica no nariz por dias a ponto de passar na rua e reconhecer a coincidência dos perfumes em algum desconhecido.
As brincadeiras mais idiotas que nos transformas ainda mais em crianças.
E os olhares!
Os mais sinceros e ternos que existem.
Sem denominações...
O que basta é aquela sensação boa de ter valido a pena. Na essência mais pura que existe. Desprovido de qualquer nome necessário ao entendimento alheio.
Afinal, o importante mesmo é que tenha sentido...
Pra ambos!
É uma coisa chata e profundamente desnecessária. Só que parece que por mais avançada que sejam as técnologias, há uma necessidade intensa de se voltar ao passado.
Retrógrado demais.
Denominar o momento com um novo "status do orkut".
Amigo, ficante, namorado, marido...
Tantos nomes que me deixam com a cabeça atordoada!
Ninguém entende a moral da história, porém é mais simples do que se imagina.
Afinal, o que se faz com um amigo não faríamos se ele fosse namorado e se for marido então, nem se fale!
A coisa fica mais séria!
Sempre achei que sentimentos por si só, já eram sérios demais e por isso bastavam.
Mas não, inventaram os rótulos.
E rótulos?
Rótulos são para geléias!
De nada adianta um "posto"na vida de alguém se o sentimento que predominar não seja satisfatório para ambos.
É como as ligações initerruptas e sem sentido, as mensagens ao longo do dia dando satisfação de cada suspiro.
Perde-se tempo demais caracterizando algo ao invés de realmente vivê-lo. É como se nesse meio perdessemos partículas minúsculas de algo realmente importante.
Lembrando que somos feitos de partículas pequeninas e que no contexto final forma tudo o que somos.
Portanto, julgo esses pequenos fragmentos de história talvez os mais importantes.
Aqueles que realmente carregam o DNA das pessoas.
Uma conhecida minha sempre que chegava com um cara novo dizia:
"Eu e fulano nos gostamos muito" e isso significava que as coisas entre eles estavam ficando sérias.
Ora com outro ela falava: "Ah, estamos nos curtindo!".
Sem compromisso.
Todo mundo sacava na hora e não haviam mais perguntas de quando, como ou onde.
Paravam por aí.
E eu achava bacana o modo dela viver a vida.
Simples. Sem floreios. A coisa nua e crua mesmo.
Acho até mais fácil de digerir, mas como diria o ditado, pra que facilitar se podemos complicar as coisas, não é mesmo?
Quando eu pensava em algo que eu realmente queria, imaginava essa coisa livre.
É como o conhecimento, sabe?
Se não estiver livre, com asas, se não perambular por todos os cantos nunca será seu realmente.
Algo que fica guardado como propriedade logo perde a graça e consecutivamente o valor.
Por isso, cheguei a conclusão que para algo ser nosso, antes de mais nada ele precisa ser livre.
As vezes me perguntam se eu não deveria já dar um nome a tudo isso...
E eu acho que não há necessidade...
...
O sorriso apesar de parecer sempre o mesmo para todos, para mim sempre transmite algo que vai além do que todo mundo pode ver.
Abraços sinceros e o cheiro gostoso que fica no nariz por dias a ponto de passar na rua e reconhecer a coincidência dos perfumes em algum desconhecido.
As brincadeiras mais idiotas que nos transformas ainda mais em crianças.
E os olhares!
Os mais sinceros e ternos que existem.
Sem denominações...
O que basta é aquela sensação boa de ter valido a pena. Na essência mais pura que existe. Desprovido de qualquer nome necessário ao entendimento alheio.
Afinal, o importante mesmo é que tenha sentido...
Pra ambos!
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