Maldição de trilha sonora.
Já reparou que existem pessoas que não conseguem necessariamente fazer nada sem música?
Esse tipo de pessoa sou eu.
Aí, sempre acontece algo e você intuitivamente atribui aquela música ao momento ou a pessoa e fode tudo.
Acabou-se.
É uma merda só, a música que era sua favorita vira trilha sonora de algo que necessariamente você não gostaria de lembrar.
Mais acontece.
Talvez por isso eu nunca tenha tido uma trilha sonora com namorados ou ficantes.
Porra, fode o relacionamento, mas deixa a música por favor!
Acho que música é o modo mais terno e foda de se eternizar algo.
Ao menos na minha vida, onde tudo tem relação com uma banda ou música é assim.
Ele reclamava do barulho que eu fazia...
Com a boca sabe?
Cantarolando canções sem a letra, só aquela parada de acompanhamento.
Talvez seja algo irritante mesmo!
Acordar, cozinhar, mijar, cagar, trepar (não, trepando eu não canto), dormir...sempre do mesmo jeito.
É uma forma minha de deixar mais alegre, mesmo quando a situação é triste.
Mas irritava ele.
Ele, minha mãe, meus amigos da escola, a galera da faculdade uns anos depois.
Acabei podando isso em mim.
Parei de cantar.
Reparou nisso também???
Quantas coisas deixamos de fazer por causa dos outros...
Tantas...
E isso é triste.
Sei que na prática é muito mais difícil que na teoria, mas deveríamos aceitar mais as pessoas. Uma coisa natural, sabe?
A pessoa é aquilo ali e não vai mudar, se mudar é algo como mentira embalada pra presente.
Uma hora o pacote rasga e a gente vê o que realmente estava embrulhado.
Mas eu digo que sempre tem algo ou alguém que reaviva aquela coisa que você tinha e que interrompeu abruptamente.
E sabe, isso que faz O sentido.
Quando você volta a fazer aquela bobagenzinha costumeira, ela volta com outro gosto.
Talvez por isso eu tenha cantado tanto ultimamente...
Um dia talvez essa pessoa entenda o motivo.
Mas é um fato...
Tem cada pessoa com o poder absurdo de mudar muita coisa na nossa vida.
Por isso digo, é algo que aprendi depois de alguns tombos, deixe tudo na sua vida livre.
Absolutamente TUDO.
Nada é teu e da onde veio, provavelmente vai voltar.
Provavelmente você chore uma ou duas semanas, mas entenda.
Na vida é assim, as pessoas entram na nossa vida, fazem o que tem que fazer e saem dela.
Tipo prazo de validade mesmo.
É cruel pensar assim as vezes, mas é melhor não se enganar com o "pra sempre", sendo que o "pra sempre" nunca existiu.
A verdade é uma só, absorva tudo que você puder de uma pessoa que está na sua vida, transmita conhecimentos, dê e receba, tudo intensamente, afinal, se acabar amanhã e essa pessoa cair fora, você sabe que ela saiu e que de alguma forma, tudo que era pra ter sido aprendido e ensinado foi.
Ponto final e próximo capítulo, por favor?
29 de set. de 2008
Contos de Alyce - Nota do Autor
Graças a ele.
Ele e as idéias estranhas sobre livros impressos de forma tosca, clube da luta e algo como gravadores que caem do teto.
Uma bobagem só, mas creio que é daquelas premiadas e que farão sucesso.
O sorriso encorajador e o jeito de falar animadamente...
Me pus a escrever o que penso ser apenas a nota de mais um conto.
E apenas pra começar quero dizer que as besteiras ditas numa noite de domingo em meio ao trânsito me fizeram entender que muitas vezes é preciso de um impulso por menor que ele seja pra imortalizar algo.
Algo como ele mesmo disse, que mude a vida de apenas uma pessoa pra fazer valer a pena ter sido escrito.
A companhia mais agradável das férias mais esperadas da face da Terra.
Muito obrigada!
Alyce.
Ele e as idéias estranhas sobre livros impressos de forma tosca, clube da luta e algo como gravadores que caem do teto.
Uma bobagem só, mas creio que é daquelas premiadas e que farão sucesso.
O sorriso encorajador e o jeito de falar animadamente...
Me pus a escrever o que penso ser apenas a nota de mais um conto.
E apenas pra começar quero dizer que as besteiras ditas numa noite de domingo em meio ao trânsito me fizeram entender que muitas vezes é preciso de um impulso por menor que ele seja pra imortalizar algo.
Algo como ele mesmo disse, que mude a vida de apenas uma pessoa pra fazer valer a pena ter sido escrito.
A companhia mais agradável das férias mais esperadas da face da Terra.
Muito obrigada!
Alyce.
10 de set. de 2008
Start.
A viagem foi difícil. Aparentemente quando a gente precisa que as coisas sejam mais rápidas acionamos um dispositivo maldito dentro da cabeça que faz tudo demorar o triplo do tempo que levaria normalmente.
Demorou muito. Seis horas. Mas chegou.
O cheiro, as ruas, as luzes, as árvores....tudo. DE NOVO.
E pelo mesmo motivo das vezes anteriores.
Eu voltei até a minha cidade para acreditar, engolir a seco aquilo tudo.
Quando eu digo que nunca gostei de surpresas, de nenhum tipo, ninguém entende o porquê.
É por isso.
Você fica sem chão, por segundos que duram a eternidade.
...
Rostos familiares me tiraram daquele instante rápido de medo de ter sido esquecida lá sozinha naquela rodoviária vazia.
Sem muita enrolação tive que criar coragem e chegar finalmente ao meu destino.
Do mesmo jeito.
O canteiro, os banquinhos, as árvores, as lágrimas, o cheiro horroroso de flor que denunciava um fim mais triste ainda.
Eu posso dizer que foi uma dor alucinante.
Não precisei ver pra minha ficha cair.
Só de pisar ali e me dar conta de vez o que eu tinha ido fazer lá, o porque eu havia voltado, meus olhos se encheram e meu coração doeu.
Chegada a hora, a última aliás, compulsivamente chorei.
Até não ter mais lágrimas...
Como é difícil.
Por 21 anos, ela me amou.
Segurou minhas barras mais pesadas e levou minha cruz quando as dores eram tantas que eu não podia mais carregar nem o peso da minha sombra.
Me recordo de ter olhado para meu pai adotivo e ter dito: "Acabou".
Recebi mais uma vez um olhar de compaixão.
Havia acabado.
Me perguntei o que seria do Natal, do prato de frutas que eu sempre comia lá, da água gelada, dos copos pequenos do armário.
Acabado pra sempre.
Me lembrei dos pães caseiros, da manteiga feita em casa, dos biscoitos de polvilho.
Havia acabado.
Tão de repente.
As lembranças eu guardei, junto da dor da perda de uma das pessoas mais importantes da minha vida.
Sentei na sarjeta (que lugar tão familiar para mim) e olhei pro céu em busca de uma explicação.
Eu sabia que nunca iria encontrar, mas valia a pe...
AS LUZES.
Num estalo levantei e gritei: "AS LUZES!!!".
Meu Deus, tantos anos pra respostar estar ali, socada no meu nariz e eu nem perceber.
Quem lê de verdade o que eu escrevo, sabe que por milhões de vezes eu descrevi que as luzes do centro me davam uma sensação de paz, de calma.
Me traziam conforto, segurança.
Tanto que fui morar atrás do Largo do Arouche.
As luzes de lá....eram todas da mesma cor das que iluminam o centro.
Por isso!!!
Exatamente por isso a sensação de segurança, de conforto.
Eu estava de volta a minha cidade, onde todas as luzes são como as do centro.
Por isso!
Sei que quem ler isso daqui, vai achar um grau de babaquice sem fim.
Mas quem me conhece sabe que por muito tempo eu me perguntava o porque disso.
Dessa coisa toda de sensação e afins.
Mas foi em meio a dor da perda da minha segunda mãe e a lágrimas que descobri um pouco mais sobre a minha pessoa.
É gostoso quando você consegue ir até a origem de determinada dor ou sensação.
Se descobrir, saber da onde vem. É você. É o que você sente e como sente.
Enfim.
Foi a partir deste momento que comecei a amenizar a dor que sentia e tentar ver a metade do copo cheio.
Como ela mesmo havia me ensinado.
Fui inundada de uma quantidade incontável de sensações.
Ora doloridas, ora divertidas.
O gosto do chocolate quente da minha madrinha, os abraços do meu pai adotivo, as chatices de sempre da minha mãe.
Mas nenhum telefonema.
Nem pra saber se cheguei bem.
Havia chegado a conclusão diante daquele túmulo que eu não podia enterrar apenas uma coisa importante que havia cumprido sua missão em minha vida.
Deveria fazer o que tinha que ser feito há tempos.
Uma catarse.
Jogar fora.
Quando desceram o caixão, meu coração se apertou.
Era o momento de fechar um ciclo.
Alguns cliclos.
ACABOU.
Naquele túmulo eu deixei muita coisa e havia prometido pra mim deixar enterrado tudo.
Sem chances de voltar pra me assombrar.
Só não tinha idéia que seriam tantas coisas deixadas lá que sairia dali me sentindo toneladas mais leve.
...
Sempre troquei as bolas, dizia coisas que eram incompreensíveis.
E pude reparar o quão desnecessárias eram também.
Entendi talvez o motivo de ter me tornado para alguns a ovelha negra da história.
Odiada por alguns e mimada por muitos.
Do momento em que coloquei os pés lá até minha partida fizeram com que eu me sentisse em casa.
E por mais contraditório que possa parecer, adicionei mais algo na minha bagagem de vida.
SER MALEÁVEL.
Eles nunca vão ser aquilo que eu espero, porém com toda certeza darão o melhor deles pra me fazer feliz.
De um jeito ou de outro aprendi a gostar deles como são.
Analisando a gritaria ao redor da mesa, aquele monte de crianças infernais correndo, caindo, chorando e na mesma hora se levantando para rir.
"Mais porque Alyce? Tinha tantos nomes ao invés de Alyce".
As lembranças dos trotes ao telefone, fotos, música, cerveja gelada, fraldas trocadas.
Uma infinidade de coisas que transformam a minha grande família longe de ser roteiro de filme.
Mas tão adorável quanto um monte de mentiras embaladas pra presente.
Ao contrário, quando abrir não teria mais surpresa.
O cartão já avisa: PERIGO.
Alguns pensamentos me mantiveram presa a algo em SP.
Não posso mentir.
Quando algo mexe comigo, invariavelmente muita coisa me trás a tona aquilo tudo.
Mas repetia sem parar: "Para algo ser nosso, antes de mais nada ele precisa ser livre".
As mensagens me acalmavam.
Me levavam diretamente pra lá (eu confesso).
Tão próxima a ponto de lembrar do cheiro, do gosto, da cor.
Mas mantinha firme o pensamento.
Foi aí que adicionei mais outra carga a minha bagagem.
CALMA.
Deixar fluir. Mas de verdade.
Aguardar e confiar.
Ela tambem havia me ensinado isso.
Nos dias em que fiquei lá, muita coisa se passou.
Risadas, cervejas, pessoas, erros, biscoitos, tubaínas...
Mas pela primeira vez tudo me soava tão doce e certo, até mesmo o errado.
Descobri e adicionei mais uma coisa.
CONFIANÇA.
Eu que estou no comando.
Não preciso aceitar mais nada que não queira.
E sem medos.
Todo mundo precisa de um NÃO.
Todo mundo precisa de um LIMITE.
Ou é isso ou montam em você.
A hora de partir não foi dolorosa. Pela primeira vez o medo de ir, a vontade de ficar foi trocada por uma sensação de missão cumprida.
E que sensação gostosa.
Há tempos eu não experimentava tanta intensidade de uma vez só.
Tipo adrenalina, sabe?
15h30.
Hora de ir embora.
Posso dizer com toda certeza que saí de São Paulo, cidade que eu escolhi pra trilhar meu caminho achando que estava indo somente me despedir de alguém especial.
Adiei tanto essa ida.
Mas aprendi nesse emaranhado de dores, aflições e alegrias que tudo tem realmente sua hora de acontecer
Que ao contrário do que eu imaginava precisava voltar até o ponto inicial pra me encontrar.
Acima de tudo me encontrar.
As vezes precisamos ir até a dor para encontrar de verdade a paz.
Serena.
É como me sinto.
Com o coração realmente aberto, disposta a esperar um pouquinho para me desprender do pouco de apego que resta comigo.
E saiba, se um dia você chegar até o final do texto que eu não quero que espere.
Se for pra ser, vai ser diferente.
Completamente diferente de tudo que já existiu pra ambos.
Alyce.
São Paulo, 11 de setembro de 2008.
Hora: 01h35.
16 de jun. de 2008
Eu sou o tipo de garota que você adoraria levar para cama, mas que nunca apresentaria pro seus pais.Aquele tipo de garota que arrota em público e que sabe brigar que nem homem.
Bem do tipo que você não se orgulharia de ter como esposa e mãe dos seus filhos. Contudo, antes de mais nada é preciso dizer: EU ODEIO CRIANÇAS E NÃO QUERO SER SUA ESPOSA.
Ser esposa é coisa pra Amélia e meu nome nem chega perto de ser esse.Eu odeio gente hipócrita, sem senso e egoísta.
Amo meus amigos acima de tudo e se o mundo fosse acabar hoje, eu compraria minha caixinha de cerveja e reuniria todos eles pra um último abraço.
Aliás, eu adoro abraços. Na verdade eu sou do tipo mais carente de garota.
Daquelas que quando está bêbada liga pras pessoas só pra dizer o quanto elas fazem falta naquele momento ou pra perguntar como se faz caipirinha.
Todo um pretexto pra acabar num "eu te amo, tá?".
Eu vejo o dia clarear da minha janela quando estou com insônia, só pra trazer pra perto quem está muito longe.
Chuto pedras pesadas e tomo chuva filosofando sobre a vida.
Subo a rua abraçada com estranhos, brincando.
Dividindo momentos que não dividiria com nenhum familiar.
Escuto música alta, leio livros de atriz pornô e sou aquela idiota suada que sempre chora nos shows do Dance.
Nem sempre nessa ordem.
Todo dia ouço de alguém que eu não presto e sempre de pessoas que emendam nessa mesma frase um ' mas eu gosto de você '. É visível que não sou normal e mesmo assim vejo dia após dia gente dizendo que me ama pra sempre.
Ah...eu esqueci.
Sou aquela garota que passa todo dia no Largo do Arouche pra cheirar as rosas do Mercado de Flores por 5 segundos.
Respire Fundo.
Estava escrito.
Então respirei.
Mudei os caminhos.
Alguns eu ainda percorro.
Mas troquei os passos.
Algumas árvores por um pouco de concreto.
As vezes faz sentido.
Ou não faz.
Na minha vida nada tem muito sentido. Eu sou assim. Sou um livro.
Acabo tatuando na pêle tudo aquilo que faz sentido.
Ou que não faz.
Que tem uma história.
Sou um gibi.
Daqui a pouco sem espaço.
Mas ainda faltam frases, palavras e alguns bichinhos de pelúcia segurando balões.
Eu sou apaixonada por balões. E por bolhas de sabão também.
Uma mistura doida de garota, garoto e um pouquinho de mulher.
Na verdade acho que nunca vou crescer.
Minha mãe mandou.
Mas eu nunca obedeço.
Nada de regras. Eu não gosto delas.
Eu gosto de intensidade.
De brincar.
Aquele clichê do "estilete sem cabo" que faz sentido nas piores famílias.
A minha que o diga!
Bem do tipo que você não se orgulharia de ter como esposa e mãe dos seus filhos. Contudo, antes de mais nada é preciso dizer: EU ODEIO CRIANÇAS E NÃO QUERO SER SUA ESPOSA.
Ser esposa é coisa pra Amélia e meu nome nem chega perto de ser esse.Eu odeio gente hipócrita, sem senso e egoísta.
Amo meus amigos acima de tudo e se o mundo fosse acabar hoje, eu compraria minha caixinha de cerveja e reuniria todos eles pra um último abraço.
Aliás, eu adoro abraços. Na verdade eu sou do tipo mais carente de garota.
Daquelas que quando está bêbada liga pras pessoas só pra dizer o quanto elas fazem falta naquele momento ou pra perguntar como se faz caipirinha.
Todo um pretexto pra acabar num "eu te amo, tá?".
Eu vejo o dia clarear da minha janela quando estou com insônia, só pra trazer pra perto quem está muito longe.
Chuto pedras pesadas e tomo chuva filosofando sobre a vida.
Subo a rua abraçada com estranhos, brincando.
Dividindo momentos que não dividiria com nenhum familiar.
Escuto música alta, leio livros de atriz pornô e sou aquela idiota suada que sempre chora nos shows do Dance.
Nem sempre nessa ordem.
Todo dia ouço de alguém que eu não presto e sempre de pessoas que emendam nessa mesma frase um ' mas eu gosto de você '. É visível que não sou normal e mesmo assim vejo dia após dia gente dizendo que me ama pra sempre.
Ah...eu esqueci.
Sou aquela garota que passa todo dia no Largo do Arouche pra cheirar as rosas do Mercado de Flores por 5 segundos.
Respire Fundo.
Estava escrito.
Então respirei.
Mudei os caminhos.
Alguns eu ainda percorro.
Mas troquei os passos.
Algumas árvores por um pouco de concreto.
As vezes faz sentido.
Ou não faz.
Na minha vida nada tem muito sentido. Eu sou assim. Sou um livro.
Acabo tatuando na pêle tudo aquilo que faz sentido.
Ou que não faz.
Que tem uma história.
Sou um gibi.
Daqui a pouco sem espaço.
Mas ainda faltam frases, palavras e alguns bichinhos de pelúcia segurando balões.
Eu sou apaixonada por balões. E por bolhas de sabão também.
Uma mistura doida de garota, garoto e um pouquinho de mulher.
Na verdade acho que nunca vou crescer.
Minha mãe mandou.
Mas eu nunca obedeço.
Nada de regras. Eu não gosto delas.
Eu gosto de intensidade.
De brincar.
Aquele clichê do "estilete sem cabo" que faz sentido nas piores famílias.
A minha que o diga!
1 de jun. de 2008
Não precisa de um título.
Talvez porque dói. Não tem um sentido, um rumo ou um nexo.
Se vai pra direita, eu vou e se vai pra esquerda, lá vou eu mudar de rumo. Totalmente alheia.
Tanto faz.
Se nada mais faz sentido, de que me importa a direcao que é tomada?
Não me importa.
E é triste.
Antes tinha algo, um porquê.
Agora nada me importa, nem amor, nem dinheiro, nem nada.
Queria o zero pra poder refazer, mudar a forma e ver se algo anima.
Nada muda.
Nada muda.
Nada muda.
Amor é tipo leite, o inferno é a repeticão e dizem que você precisa perder pras coisas poderem fluir.
Nada disso faz sentido.
Nem os pecados, nem as mentiras e nem as frases de filme.
Por mim, jogaria tudo no ventilador.
Tipo merda.
Pra ver se voa.
Ah! Que se foda.
De nada adianta escrever.
Se nem as palavras mais fazem sentido, imagine o resto.
Seu pai tem um carro, uma moto e uma casa legal?
Manda ele enfiar tudo no cu.
Se vai pra direita, eu vou e se vai pra esquerda, lá vou eu mudar de rumo. Totalmente alheia.
Tanto faz.
Se nada mais faz sentido, de que me importa a direcao que é tomada?
Não me importa.
E é triste.
Antes tinha algo, um porquê.
Agora nada me importa, nem amor, nem dinheiro, nem nada.
Queria o zero pra poder refazer, mudar a forma e ver se algo anima.
Nada muda.
Nada muda.
Nada muda.
Amor é tipo leite, o inferno é a repeticão e dizem que você precisa perder pras coisas poderem fluir.
Nada disso faz sentido.
Nem os pecados, nem as mentiras e nem as frases de filme.
Por mim, jogaria tudo no ventilador.
Tipo merda.
Pra ver se voa.
Ah! Que se foda.
De nada adianta escrever.
Se nem as palavras mais fazem sentido, imagine o resto.
Seu pai tem um carro, uma moto e uma casa legal?
Manda ele enfiar tudo no cu.
7 de fev. de 2008
Um conto de fadas quase perfeito!
Quando se faz exatamente o que se gosta, existe uma grande probabilidade de você ser mais feliz do que quem faz algo que odeia.
Eu olho essa foto e vejo estampada nela, tudo aquilo que eu queria pra mim todos os dias.
Cara de cansaço, olheiras, dores nos ombros de tanto carregar malas pesadas com roupas...Porém: ALEGRIA, SATISFAÇÃO.
Fui fuçar no orkut, já que fazer o trabalho de 4 pessoas numa empresa onde se eu fosse pensar bem não faria nem o meu trabalho, me cansa.
E vi que a Mariane havia feito um BLOG também...E li tudo o que ela escreveu....
A Ane é o tipo de pessoa mais excêntrica que conheci.
Ela é ácida, engraçada, tem umas tiradas inteligentes e ainda por cima é a louca que vai na nossa onda e viaja ainda mais quando fazíamos trabalhos do curso de Produção.
A coisa mais difícil que se tem é descobrir o que "você quer ser quando crescer" e não poder desempenhar tudo isso devido as continhas que caem todo maldito dia 05.
Por isso admiro essas 2 que encabeçaram comigo um conto de fadas todo bonitinho e PINK.
Tiveram momentos que ficavámos absurdamente irritadas.
Até que alguém berrou e nos acalmamos (provavelmente o berro partiu da Mariane!!! Tão educada!!!).
A modelo bookada deu pra trás, umas fofas da sala deram pra discutir com a Mariane (olha ela de novo aí gente!!!), queriam mudar o dia das fotos, o feriado veio e fodeu com nossos encontros...
Mas muita coisa compensou!
A nova modelo não era magra (não mesmo), mas a mãe dela levou e buscou a bonita.
Até roupas rosas ela levou pra ajudar a gente!
Ajuda extra do Euller, que representou muito bem seu excelentíssimo patrão Alexandre Herchcovitch e deixou a nossa disposição boa parte de suas coleções de roupas e as lindas Melissas utilizadas nas fotos!
E depois de tanto corre daqui e corre dali....
Saiu.
Terminamos.
Não ficou tãoooo do jeito que queríamos, mas os sorrisos da última foto tirada compensa tudo.
A cara das meninas abobalhadas de como tudo havia ficado bonito...charmoso...PINK.
As viagens de idéias do primeiro editorial produzido.
A perseverança.
Paciência.
Calma pra não esbofetiar nenhuma garota do grupo que insistia em gongar nosso esforço.
Tudo isso é único.
Fato.
E realizar sonhos é mais difícil do que se imagina.
Mas tão reconfortante que transforma cansaço em sorrisos.
Como os da foto!
Não esquecendo dos créditos e agradecimentos:
Claudia Bianchi: Coordenação Geral
Barbaro: Fotos
Roberto Fernandes: Beauty
Marjorye Evelyn/Elite: Modelo
Ly Takai, Mariane Suman e Marianna Rossi: Produção de Moda
Willian Pesenti: Tratamento das fotos

Eu olho essa foto e vejo estampada nela, tudo aquilo que eu queria pra mim todos os dias.
Cara de cansaço, olheiras, dores nos ombros de tanto carregar malas pesadas com roupas...Porém: ALEGRIA, SATISFAÇÃO.
Fui fuçar no orkut, já que fazer o trabalho de 4 pessoas numa empresa onde se eu fosse pensar bem não faria nem o meu trabalho, me cansa.
E vi que a Mariane havia feito um BLOG também...E li tudo o que ela escreveu....
A Ane é o tipo de pessoa mais excêntrica que conheci.
Ela é ácida, engraçada, tem umas tiradas inteligentes e ainda por cima é a louca que vai na nossa onda e viaja ainda mais quando fazíamos trabalhos do curso de Produção.
A coisa mais difícil que se tem é descobrir o que "você quer ser quando crescer" e não poder desempenhar tudo isso devido as continhas que caem todo maldito dia 05.
Por isso admiro essas 2 que encabeçaram comigo um conto de fadas todo bonitinho e PINK.
Tiveram momentos que ficavámos absurdamente irritadas.
Até que alguém berrou e nos acalmamos (provavelmente o berro partiu da Mariane!!! Tão educada!!!).
A modelo bookada deu pra trás, umas fofas da sala deram pra discutir com a Mariane (olha ela de novo aí gente!!!), queriam mudar o dia das fotos, o feriado veio e fodeu com nossos encontros...
Mas muita coisa compensou!
A nova modelo não era magra (não mesmo), mas a mãe dela levou e buscou a bonita.
Até roupas rosas ela levou pra ajudar a gente!
Ajuda extra do Euller, que representou muito bem seu excelentíssimo patrão Alexandre Herchcovitch e deixou a nossa disposição boa parte de suas coleções de roupas e as lindas Melissas utilizadas nas fotos!
E depois de tanto corre daqui e corre dali....
Saiu.
Terminamos.
Não ficou tãoooo do jeito que queríamos, mas os sorrisos da última foto tirada compensa tudo.
A cara das meninas abobalhadas de como tudo havia ficado bonito...charmoso...PINK.
As viagens de idéias do primeiro editorial produzido.
A perseverança.
Paciência.
Calma pra não esbofetiar nenhuma garota do grupo que insistia em gongar nosso esforço.
Tudo isso é único.
Fato.
E realizar sonhos é mais difícil do que se imagina.
Mas tão reconfortante que transforma cansaço em sorrisos.
Como os da foto!
Não esquecendo dos créditos e agradecimentos:
Claudia Bianchi: Coordenação Geral
Barbaro: Fotos
Roberto Fernandes: Beauty
Marjorye Evelyn/Elite: Modelo
Ly Takai, Mariane Suman e Marianna Rossi: Produção de Moda
Willian Pesenti: Tratamento das fotos
6 de fev. de 2008
Por ali ó!

Estava relendo uns posts do meu fotolog e percebi que chegou um momento em que disse:"Eu não vou mais abrir minha boca sobre nada".
E assim fiz.
E hoje pela manhã me vi fazendo um blog....
Um tanto quanto conflitante. Mas na verdade, existem dias que se não escrevo parece que posso explodir.
Quem ler isso aqui, nem se dê ao trabalho de pegar a primeira pedra pra tentar atirar.
Meu teto é de feito de sacolinha de supermercado de bairro.
Não aguenta nem suspiro.
Não escrevo bem e provavelmente existirão erros grotescos de português.
Eu não sou perfeita e nem tão culta assim.
Só quero dividir com alguém que pare pra ler, um pouco do que acho e do que sou e se identifique.
Vai que vale a pena. Não custa tentar!!!
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