16 de jun. de 2008

Eu sou o tipo de garota que você adoraria levar para cama, mas que nunca apresentaria pro seus pais.Aquele tipo de garota que arrota em público e que sabe brigar que nem homem.
Bem do tipo que você não se orgulharia de ter como esposa e mãe dos seus filhos. Contudo, antes de mais nada é preciso dizer: EU ODEIO CRIANÇAS E NÃO QUERO SER SUA ESPOSA.


Ser esposa é coisa pra Amélia e meu nome nem chega perto de ser esse.Eu odeio gente hipócrita, sem senso e egoísta.
Amo meus amigos acima de tudo e se o mundo fosse acabar hoje, eu compraria minha caixinha de cerveja e reuniria todos eles pra um último abraço.
Aliás, eu adoro abraços. Na verdade eu sou do tipo mais carente de garota.
Daquelas que quando está bêbada liga pras pessoas só pra dizer o quanto elas fazem falta naquele momento ou pra perguntar como se faz caipirinha.
Todo um pretexto pra acabar num "eu te amo, tá?".
Eu vejo o dia clarear da minha janela quando estou com insônia, só pra trazer pra perto quem está muito longe.
Chuto pedras pesadas e tomo chuva filosofando sobre a vida.
Subo a rua abraçada com estranhos, brincando.
Dividindo momentos que não dividiria com nenhum familiar.
Escuto música alta, leio livros de atriz pornô e sou aquela idiota suada que sempre chora nos shows do Dance.
Nem sempre nessa ordem.

Todo dia ouço de alguém que eu não presto e sempre de pessoas que emendam nessa mesma frase um ' mas eu gosto de você '. É visível que não sou normal e mesmo assim vejo dia após dia gente dizendo que me ama pra sempre.
Ah...eu esqueci.
Sou aquela garota que passa todo dia no Largo do Arouche pra cheirar as rosas do Mercado de Flores por 5 segundos.

Respire Fundo.
Estava escrito.
Então respirei.
Mudei os caminhos.
Alguns eu ainda percorro.
Mas troquei os passos.
Algumas árvores por um pouco de concreto.
As vezes faz sentido.
Ou não faz.
Na minha vida nada tem muito sentido. Eu sou assim. Sou um livro.
Acabo tatuando na pêle tudo aquilo que faz sentido.
Ou que não faz.
Que tem uma história.
Sou um gibi.
Daqui a pouco sem espaço.

Mas ainda faltam frases, palavras e alguns bichinhos de pelúcia segurando balões.
Eu sou apaixonada por balões. E por bolhas de sabão também.

Uma mistura doida de garota, garoto e um pouquinho de mulher.
Na verdade acho que nunca vou crescer.
Minha mãe mandou.
Mas eu nunca obedeço.

Nada de regras. Eu não gosto delas.
Eu gosto de intensidade.
De brincar.
Aquele clichê do "estilete sem cabo" que faz sentido nas piores famílias.


A minha que o diga!

1 de jun. de 2008

Não precisa de um título.

Talvez porque dói. Não tem um sentido, um rumo ou um nexo.
Se vai pra direita, eu vou e se vai pra esquerda, lá vou eu mudar de rumo. Totalmente alheia.
Tanto faz.
Se nada mais faz sentido, de que me importa a direcao que é tomada?

Não me importa.
E é triste.
Antes tinha algo, um porquê.

Agora nada me importa, nem amor, nem dinheiro, nem nada.
Queria o zero pra poder refazer, mudar a forma e ver se algo anima.
Nada muda.
Nada muda.
Nada muda.

Amor é tipo leite, o inferno é a repeticão e dizem que você precisa perder pras coisas poderem fluir.

Nada disso faz sentido.
Nem os pecados, nem as mentiras e nem as frases de filme.
Por mim, jogaria tudo no ventilador.
Tipo merda.
Pra ver se voa.

Ah! Que se foda.
De nada adianta escrever.
Se nem as palavras mais fazem sentido, imagine o resto.

Seu pai tem um carro, uma moto e uma casa legal?

Manda ele enfiar tudo no cu.